
A pré-candidatura do Deputado Federal Eduardo Valverde (PT) vem sendo uma das mais conturbadas entre os candidatos de “força” que concorrerão no pleito de 2010 ao Governo do estado de Rondônia.
Primeiro que para ser considerado de fato pré-candidato, Valverde precisou passar por cima de vários companheiros narcisistas e egocêntricos que sequer consideravam aceitar a candidatura do deputado até como vice-governador.
Um desses é o megalomaníaco prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, que tinha certeza quase que absoluta que seria o candidato do PT ao governo de Rondônia.
Porém, a morosidade nas obras da capital, as varias denuncias e escândalos envolvendo licitações, o estado das vias publicas e do trânsito de Porto Velho, acabou dilacerando com qualquer intenção do prefeito em ser o candidato ao governo, deixando a candidatura literalmente nas mãos de Valverde, que anunciou a pré-candidatura em coletiva de imprensa no dia 30 de novembro de 2010.
Acreditando que o pior já havia passado, Valverde começou os trabalhos típicos de um pré-candidato, porém mais uma vez a pouca força que a candidatura dele representa fez que boatos e articulações nos bastidores da política fizessem com que o PT começasse a cogitar uma aliança com o pré-candidato do PMDB, Confúcio Moura, colocando Valverde como candidato a vice-governador ao lado de Confúcio, aliança essa que com certeza geraria mais força para ambos no pleito final.
Mas Valverde não cedeu, ele quer ser candidato, acredita que a força petista demonstrada através do presidente Lula refletirá sobre ele, esquecendo da penumbra que é a administração petista em Porto Velho.
Em uma reunião realizada na ultima quinta-feira (13) na sede do PT/RO em Porto Velho, ele deixou claro, não irá acontecer nenhuma aliança PT/PMDB na eleição para o governo de Rondônia, e que seus militantes deveriam se ater a pré-campanha que agora é definitiva.
Valverde agora aposta suas fichas na força de campanha do PT, um partido extremamente agressivo na hora de fazer política, e com certeza irá usar como espelho os sucessos da administração petista na presidência da republica, porém corre grande risco de ter de pagar o preço da rejeição de Roberto Sobrinho em Porto Velho.
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